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CPI da Saúde vai ser presidida por Wilson Santos e investigará denúncias na SES

A oficialização consta no Diário Oficial Eletrônico, desta sexta-feira (6). O próximo passo será a indicação de representantes de cada bloco partid...

06/02/2026 às 14h40
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MT
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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Após aproximadamente três anos de espera, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) vai presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurará denúncias de irregularidades em procedimentos licitatórios na Secretaria Estadual de Saúde (SES), ocorridos entre 2019 e 2023, e que culminaram na deflagração da Operação Espelho pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC). A oficialização consta no Diário Oficial Eletrônico nº 1.973, desta sexta-feira (6), por meio do Ato nº 004/2026 , assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB).

“Atendemos os requisitos impostos pelo Regimento Interno da Casa de Leis – com oito assinaturas. É o meu dever cumprir o papel de um parlamentar, fiscalizar com rigor. E agora nós vamos à CPI, vamos dar todo o espaço para que os convocados prestem as suas informações, tragam documentos de que não houve nada ilícito na SES e que o dinheiro foi muito bem aplicado e de que não teve esquema com empresas, de que as compras sem licitações foram todas transparentes, que não houve prejuízo ao erário estadual. Nós vamos dar a oportunidade”, explicou o deputado. 

Operação Espelho –As irregularidades das licitações na área da saúde com empresas de prestação de serviços médicos, acontece no período da pandemia da Covid-19, com início no ano de 2019. Após as graves denúncias, por meio de procedimento investigativo pela Polícia Civil, foram feitos o sequestro e bloqueio de cerca de R$ 35 milhões em bens móveis e imóveis dos investigados. 

Além das fraudes nas licitações, dentre as acusações investigadas envolvem uma empresa contratada por fornecer médicos plantonistas, com número de profissionais inferior ao estabelecido em contrato. Também, existiam empresários que formavam cartel e monopolizavam serviços – com auxílio de servidores da SES, principalmente na área de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). 

Conforme as investigações, houve a formação de uma organização criminosa que fingia concorrência com valores muito maiores do que proposto no mercado, pacientes eram internados para ocupar os leitos de UTI – sem necessidade – com a pretensão de obter lucros. 

CPI -A partir da data da publicação do ato no Diário Oficial Eletrônico, conforme o Regimento Interno da Casa de Leis, o próximo passo será a indicação de representantes de cada bloco partidário da Assembleia Legislativa – membros titular e suplente – no prazo de cinco dias – totalizando 10 membros. Com a formação, a CPI terá o prazo de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado conforme a Lei Federal nº 1.579/1952. 

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